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House Of Feelings: 1ª escola de sentimentos do mundo quer unir empresas e colaboradores com o mesmo propósito

Como fui de curiosa à empreendedora em minha própria jornada de autodescoberta

Eu me lembro de quando eu estava aí do outro lado da tela fazendo minhas primeiras pesquisas sobre como lidar com problemas no meu trabalho. 

Perguntava a mim mesma como poderia lidar com emoções à flor da pele num ambiente de trabalho extremamente competitivo e estressante. E como líder queria orientar minha equipe e incentivá-la a seguir as metas e cultura da empresa de forma saudável e natural.

Essas questões amadureciam dentro de mim ao mesmo tempo que eu ia me envolvendo cada vez mais com a literatura sobre Inteligência emocional e Psicologia Positiva. 

Aliás, um dos primeiros livros que comecei a ler nesta época foi o ‘Jeito Harvard de ser Feliz’, que conta a experiência do texano Shawn Achor ao ingressar na Harvard. O autor conta em seu livro suas experiências ao começar a estudar a felicidade dentro da universidade.

Um dos dados que mais me surpreenderam ao ler este livro estão relacionados ao poder da positividade na vida das pessoas. Segundo o livro, novas pesquisas nas áreas da psicologia e da neurociência demonstram que temos mais sucesso quando somos mais felizes e positivos.

Os médicos que estão em estado de espírito positivo, por exemplo, demonstram quase três vezes mais inteligência e criatividade e 19% mais rapidez no diagnóstico do que aqueles que estão em estado neutro. Vendedores otimistas fecham 56% mais vendas que seus colegas pessimistas. E por aí vai.

Assista à palestra de Shawn Achor e suas principais lições de Shawn aqui

Mas e se eu fosse capaz de ajudar as pessoas a encontrarem sentido em suas vidas e alcançarem sua própria felicidade? Com certeza elas seriam mais produtivas no trabalho, teriam sucesso na vida pessoal e consequentemente a sociedade seria um espaço muito melhor para todos. Um círculo virtuoso incrível!

E não é que eu tinha acabado de encontrar o sentido da minha própria vida?

Os anos se passaram e foi em 2017 que eu resolvi ‘largar tudo e seguir o meu sonho’. Me juntei à Maryanna Rodrigues e juntas embarcamos rumo ao Vale do Silício e Dalai Lama

(e mais tarde o Lucas Silveira também veio fazer parte do time) para lançar oficialmente a House of Feelings, a primeira escola de sentimentos do mundo.

Em dois meses já lançamos o nosso primeiro projeto, o “Redescobrindo a Felicidade”, e adivinhem? Foi um verdadeiro sucesso.

O resultado veio porque o projeto causou uma revolução nas empresas: por meio de workshops, treinamentos, palestras e projetos transformamos a forma como elas e seus colaboradores se enxergavam. 

Passamos por empresas como Oracle, iFood, Itaú (e muitas outras) promovendo a autoconsciência, o autoconhecimento e a percepção do papel dessas pessoas e desses líderes no trabalho e na vida.

Ao unificarem suas vidas profissionais e pessoais, vimos que essas pessoas são capazes de desempenhar 100% de suas habilidades e elas simplesmente voam.

Muitos passaram a desenvolver a capacidade de aprender a lidar com suas próprias emoções e sentimentos e ganharam bem-estar. Era nítido em seus olhares (sedentos por conhecimento) e como ficavam encantados, querendo saber a ‘fórmula secreta da felicidade’.

Muitos descobriram que quando há propósito envolvido não há limite entre gerações.

Isso tem uma explicação científica: nós temos uma percepção errada sobre os jovens no mercado de trabalho. Eles não estão ‘pulando de galho em galho’ nas empresas, como sempre imaginamos, mas estão procurando um propósito pelo qual viver. 

Não faz mais sentido para muitos jovens trabalhar apenas por dinheiro. Não faz sentido gastar horas e horas extras no trabalho apenas para ‘mostrar serviço’. Fazer a diferença é o mais importante. É no propósito que estes jovens se agarram com todas as forças e pelo qual estão dispostos a gastar tempo em uma organização.

Do outro lado, quando a empresa percebe que existe este alinhamento de objetivos, ela e seu colaborador passam a ganhar resultados incríveis em produtividade, receita e lucro.

Por isso o objetivo da House of Feelings é levar essa consciência para as empresas. 

Queremos que elas comecem a focar e olhar paras as pessoas antes que adoeçam e desperdicem todo o potencial e energia que têm nos projetos errados. 

Precisamos quebrar o tabu, parar de ter medo e falar sobre indivíduos e como eles se sentem dentro do ambiente de trabalho. Se a pessoa vai pedir demissão está tudo bem, ela não faz mais parte (ela já não fazia antes) daquele grupo, não estava mais alinhada ao propósito dele. 

Se ela está engajada com o propósito é hora da empresa olhar para ela com carinho e valorizar seu empenho o máximo que puder. O segredo está em empoderar a liberdade de escolher.

Afinal a vida muda tão rápido que às vezes as escolhas que fizemos no passado já estão ‘desatualizadas’. Precisam ser revistas de novo, e de novo e de novo. 

Para você ter uma ideia de como vivemos este processo junto com os treinamentos e projetos que desenvolvemos, a própria House Of Feelings mudou. A Mary e o Lucas encontraram novos propósitos e seguiram seus caminhos. Provando mais uma vez que o processo de autoconhecimento é eterno…

Quanto a mim também encontrei meu propósito. Num futuro próximo espero que a House Of Feelings consiga se aprofundar mais em ajudar as empresas. Que consiga livre acesso para ‘cutucar as feridas’. Quero que as pessoas encarem este processo como uma terapia – porque é justamente na hora desta ‘dor’ que ocorre o processo de transformação.

Como fundadora da empresa quero que ela se torne cada vez mais transformadora. Quero deixar um legado positivo e formar pessoas seguras e felizes, prontas para aproveitarem melhor seus finais de semana com a família e encarar mais uma segunda-feira com disposição e de coração aberto.

E que fique claro: se depender de mim o trabalho de ‘formiguinha’ de levar pessoas e empresas ao caminho da felicidade não vai parar nunca. Como diria Shawn Achor, ‘toda grande onda começa pequena’.

https://www.actionforhappiness.org/

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