Qual a importância de trabalhar as habilidades sociais?

Com a ascensão das redes sociais, é imprescindível para qualquer negócio ou empresa, que a comunicação com seu público seja eficiente.

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Outro ponto interessante para pensarmos, são os influenciadores digitais, pessoas que trabalham produzindo conteúdos, na maioria das vezes sobre sua vida pessoal. Acompanhados por milhares ou até mesmo milhões de pessoas, nos demonstra que mesmo sendo sobre algo comum, como afazeres, rotina, estilo de vida, quando eficaz o suficiente, habilidades como a comunicação, atraem muitas pessoas.

Del Prette e Del Prette (1999), primeiros autores a explorarem o tema no Brasil, propõem que uma pessoa socialmente habilidosa deve apresentar habilidades de:

-comunicação: iniciar e encerrar conversas, fazer e responder a perguntas, agradecer e elogiar, pedir e dar feedback nas relações sociais, negociar.
-civilidade: cumprimentar, apresentar-se, despedir-se, dizer por favor e obrigado(a).
-assertivas: opinar, concordar, discordar; fazer, aceitar e recusar pedidos; admitir erros e pedir desculpas, encerrar relacionamentos, expressar sentimentos negativos sem prejudicar outras pessoas, pedir mudança de comportamento, interagir com lideranças, lidar com críticas.
-empatia: refletir sentimentos e expressar apoio, se colocar no lugar do outro, oferecer ajuda.
-trabalho: coordenar grupos; falar em público; resolver problemas, tomar decisões e mediar conflitos.
-expressão de sentimento positivo: fazer amizade;ser solidário, cuidar das
relações.

Conseguiu se identificar com as habilidades acima?

A relevância destas habilidades é inegável. São essenciais para a vida das pessoas, pois proporcionam bem-estar e qualidade de vida, facilitando o desenvolvimento de uma autoestima saudável.

As pessoas que apresentam habilidades sociais pouco desenvolvidas, podem sentir mais:

-Estresse.
-Desconforto.

-Frustração, raiva, entre outras emoções negativas.
Dificuldade em se comunicar.
-Dificuldade em se relacionar com as pessoas.
-Solidão.
-Dificuldade em conseguir um emprego.

Provavelmente você se deparou com alguma habilidade que precisa ser trabalhada por já estar lidando com alguma consequência negativa. O que é possível fazer para melhorar suas habilidades sociais?

-Se exponha, tome a iniciativa, inicie uma conversa com uma pessoa e aumente o ciclo gradativamente.
-Faça alguma atividade que permita expressar seus sentimentos, como aulas de música, dança ou teatro.
-Se gosta muito de alguma atividade, como um esporte, leitura, jogos, participe de um grupo.
-Se algo está te paralisando, e nenhuma das dicas acima parece agradável para você, procure ajuda psicológica.

Coloque-se à prova e veja do que você é capaz!

Comunicação Não-Violenta: como dar feedbacks poderosos

Transmitir mensagens difíceis realmente não é o forte do ser humano. Uma pesquisa recente da Gallup mostra que apenas 26% dos colaboradores das empresas disseram que os feedbacks que receberam foram úteis para o seu trabalho.

Isso acontece porque nossos feedbacks são ruins: ou muito leves e indiretos ou são diretos demais e promovem uma reação defensiva na amígdala (parte do nosso cérebro que detecta as ameaças) a que está recebendo a mensagem. 

Aí vem o desastre: reagimos mal ao feedback e logo atacamos quem está falando, desestabilizando totalmente a conversa e deixando os nervos a flor da pele.

Mas afinal, como dar um feedback de maneira eficiente e poderosa? 

1. Comece com uma pergunta curta cuja resposta será “sim” ou “não:

Ex: “Você tem cinco minutos para falarmos sobre a nossa última conversa?” ou “Tenho algumas ideias para melhorar o nosso processo, posso compartilhar com você?” 

A vantagem de começar com esta pergunta é que a pessoa saberá que se trata de um feedback e seu cérebro terá tempo hábil para se preparar. Além disso, a pergunta cria um momento de ‘adesão’ assim que a pessoa responde sim ou não, dando a ela também autonomia para decidir se este é o momento certo.

2. Dê feedbacks baseado em dados:

Contra fatos não há argumentos, não acha? Seja específico dizendo exatamente o que você viu ou ouviu e de preferência elimine adjetivos ou palavras ambíguas, pois elas podem gerar mais confusão e dar margem para interpretações erradas. É muito importante se objetivo nesse momento.

Por exemplo, ao invés de dizer “Você deveria ser mais proativo” – ser proativo em relação ao quê? Em qual situação? – prefira algo como “Eu esperava que você tivesse tomado a iniciativa de preparar a apresentação, visto que os demais membros do time estavam ocupados”. Notou a diferença entre as duas abordagens? 

E isso vale também para os feedbacks positivos. É importante que o outro saiba exatamente qual é a nossa expectativa sobre o que está ruim, mas também o que está bom. Assim ela saberá exatamente como agir dali para frente.

3.  Gere impacto

Você deve dar a intensidade devida à situação para que a pessoa consiga enxergar o impacto que uma determinada atitude gerou no trabalho. Ex: “Como você não me enviou o e-mail conforme combinado eu fiquei bloqueado e não consegui avançar no projeto”.

A ideia é que a pessoa consiga compreender de forma clara o propósito, a lógica e o significado das ações.

4. Termine com uma pergunta ou reflexão

Encerrar o feedback com uma pergunta é uma ótima forma de fazer o outro pensar sobre a conversa. Ex: “Como você vê essa situação?” ou “Qual sua opinião a respeito?” Essas perguntas vão gerar um comprometimento ao invés de apenas um consentimento, ou seja, cria uma atmosfera de diálogo (e não de monólogo).

A ideia é que o momento do feedback seja uma oportunidade para resolver problemas de forma colaborativa e não autoritária.

E você? Como se sente dando e recebendo feedbacks? Como você faz para conseguir se comunicar de forma não-violenta com o outro no trabalho? Deixe seu comentário ou escreva-nos no oi@houseoffeelings.com

Inspirado na palestra de LeeAnn Renninger, psicóloga cognitiva

10 formas de ter uma conversa melhor

Uma pesquisa da Pew Reaseach com mais de 10 mil americanos adultos mostra que estamos mais divididos do que nunca em nossa história

Estamos menos propensos a ceder, o que significa que não ouvimos uns aos outros e que tomamos decisões sobre onde viver, com quem nos casar e até como escolher nossos amigos baseados naquilo em que já acreditamos.

Isso mesmo, conversar, falar sobre qualquer assunto, do movimento antivacina à final do campeonato de futebol e às mudanças climáticas virou uma verdadeira guerra nas redes sociais.

Vivemos em um mundo em que toda conversa tem um potencial de virar uma discussão sem volta e com direito à exclusão de amigos e parentes no Facebook.

Mas por que será que é tão difícil sustentar ideias, sem ferir o outro? Por que será que temos a tendência de sermos totalmente a favor ou totalmente contra alguma coisa?

Para a jornalista e escritora, Celeste Headlee, existem algumas causas para este comportamento “passional” e polarizado da sociedade atual. Primeiro, é fato que conversar requer um equilíbrio entre falar e ouvir e em algum momento perdemos esse equilíbrio.

Mas como vamos ouvir o outro se estamos mais preocupados com nosso próprio celular? O Brasil, por exemplo, é o 3º país do mundo em que as pessoas passam mais tempo nos aplicativos. E hoje em dia é bem provável que a maioria das pessoas prefira enviar mensagens pelo WhatsApp a ter que conversar que pessoalmente.

A habilidade de conversar está sendo perdida aos poucos. Por conta da tecnologia temos poucas oportunidades de desenvolver nossa comunicação interpessoal. E fica ainda mais difícil quando temos que iniciar uma conversa tranquila e coerente com quem não gostamos. 

Mas será então possível ter uma conversa sem perder seu tempo e sem ofender ninguém? A resposta é sim. Todos nós já tivemos boas conversas, das quais saímos inspirados e sentimos uma conexão verdadeira. 

Pensando nisso, Celeste desenvolveu um método eficiente de como aprender a falar e ouvir alguém:

1. Não seja multitarefa. Não estamos falando apenas de deixar o celular de lado, mas estar presente naquele momento no qual você se encontra: seja ele ao chegar em casa, ou ao começar seu trabalho. Esqueça a briga com o chefe e pare de pensar no que vai comer no jantar. Ou saia ou entre na conversa de uma vez, não fique meio concentrado e meio distraído.

2. Não queira “dar lição” em alguém. Se você quer ter um monólogo, no qual não haja reações das outras pessoas, escreva um blog. Conversas são oportunidades para aprender com o outro. A escuta verdadeira requer deixar o ego de lado – ou seja, sua opinião.

3. Faça perguntas abertas. Comece com: “quem, o quê, quando, onde, por quê ou como”. Se fizermos uma pergunta complicada receberemos uma resposta vazia ou simples demais. Deixe que o outro descreva o que está sentindo. Ao invés de perguntar “Você está com raiva?” pergunte “Como você se sentiu naquele momento?”

4. Deixe a conversa fluir. Pensamentos surgirão na sua mente, mas deixe-os ir enquanto você conversa com alguém. Deixe os assuntos fluírem naturalmente porque senão você vai parar de ouvir o que a pessoa está falando para se concentrar no que você está pensando em perguntar.

5. Se você não sabe algo, diga que não sabe. Melhor pecar pelo excesso do que pela falta. Ao colocar o outro acima de você mesmo você está assumindo sua própria humildade e mostrando que é um ser humano como qualquer outro.

6. Não compare a sua experiência com a de outra pessoa. Se alguém está falando sobre a perda de um familiar, por exemplo, significa que você precisa falar sobre quando perdeu um ente querido também. Se alguém está insatisfeito no trabalho, não diga que você odeia o seu também. Nenhuma experiência jamais será igual a outra, elas sempre serão individuais. Conversas não são uma oportunidade de autopromoção.

7. Não seja repetitivo. Ser repetitivo é chato e geralmente mostra que queremos insistir em algum ponto de vista com alguém. 

8. Fique longe dos pormenores. A verdade é que as pessoas não lembram de nomes, datas e esses detalhes difíceis de recordar. Ninguém liga. As pessoas ligam pra você ou como você é, o que têm em comum.

9. Ouça. Esta é a habilidade mais importante que precisamos desenvolver. Budha disse que “se a sua boca está aberta, você não está aprendendo”. E Calvin Coolidge disse: “Ninguém nunca perdeu o emprego por saber ouvir”. Falar é mais fácil que ouvir, porque quando falamos estamos no controle e garantimos que não estamos escutando aquilo que não queremos. Ouvir e prestar atenção em algo demanda muito mais energia, mas sem isso não há conversa. Esteja realmente interessado no que o outro tem a dizer.

10. Seja breve. Uma boa conversa é como uma minissaia, curta o bastante para manter o interesse, mas longa o bastante para cobrir o assunto.

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5 livros para desenvolver sua inteligência emocional e a comunicação não-violenta

Hora de atualizar sua biblioteca! Aproveite o final de ano pra colocar a leitura em dia e desenvolver sua inteligência emocional e a comunicação não-violenta 🙂


1- 
A arte da imperfeição (Brené Brown)

“Assumirmos nossa história e amar a nós mesmos nesse processo é a coisa mais corajosa que podemos fazer”

Enquanto não deixarmos de nos preocupar com ‘o que os outros vão pensar’ e acreditarmos que somos ‘suficientes em tudo’ vai ser difícil nos conhecer e nos comunicar de forma sincera.

Precisamos ‘desver’ os padrões de perfeição que nos foram ensinados pelos nossos pais, pela mídia e pela sociedade . Precisamos reconstruir nossa ideia de felicidade de forma mais visceral: e só vamos descobrir se falharmos durante esta jornada de autoconhecimento.

A Arte da Imperfeição, Brené Brown ensina o leitor a lidar com a vergonha, aceitar seus defeitos e ser autêntico quando o assunto é viver bem e ser feliz.

2 – Felicidade Autêntica (Martin Seligman)

Existe fórmula para ser feliz? 

Apesar de ser muito difícil de aceitar a ideia, o livro de Martin Seligman chega bem perto disso. Segundo os estudos científicos que ele apresenta, a fórmula da felicidade seria constituída pela seguinte equação:

H = S + C + V

H (happiness) = nível constante de felicidade
S (set range) = limites preestabelecidos (fatores genéticos, rotina hedonista, etc)
C (circunstances) = circunstâncias da vida (dinheiro, casamento, etc)
V (voluntary) = fatores que obedecem ao seu controle voluntário

O autor usa o conceito da psicologia positiva para sustentar que a felicidade pode ser cultivada, desde que aproveitemos qualidades que já possuímos como bondade, originalidade, humor, otimismo e generosidade.

Lançando mão de nossas “forças pessoais” em todos os setores fundamentais da vida, desenvolvemos amortecedores naturais contra a infelicidade e as emoções negativas. É possível sermos mais felizes, sentirmos mais bem-estar, termos maiores ambições e, provavelmente, darmos mais risada. É um construtivo debate sobre a natureza da felicidade.

3 – Comunicação Não Violenta – Marshall Rosemberg

‘Palavras são janelas (ou paredes).’

O que nos permite permanecer sintonizados com nossa natureza compassiva até nas piores circunstâncias?

Esta é a questão central do livro “Comunicação Não-Violenta” (CNV) de Marshall Rosemberg. O autor ensina de forma prática e didática sua própria metodologia criada para aprimorar relacionamentos interpessoais e diminuir a violência no mundo.

São atividades e descobertas totalmente aplicáveis em centenas de situações que exigem clareza na comunicação.

Somos levados a nos expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma atenção respeitosa e empática.” [páginas 21 e 22]”A CNV nos ajuda a reformular a maneira pela qual nos expressamos e ouvimos os outros. Nossas palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando.

4- Não Seja Bonzinho, Seja Real (Kelly Bryson)

Tentar estar certo é na verdade querer se proteger do pensamento de que está errado e sentir vergonha. Não existe certo ou errado em um relacionamento. 

Vivemos numa cultura da ‘bondosite’ na qual recomendamos ou punimos, incluímos ou excluímos as pessoas de acordo com falsos padrões mentais para nos esconder.

Ser o sr. Bonzinho ou a sra. Boazinha é uma forma de se violentar e violentar outras pessoas e também uma fuga de uma vida completa. Isso o leva de uma jornada da falsa escolha de ser um capacho depressivo ou um encrenqueiro agressivo a uma afirmação útil e iluminada de si mesmo.

“Não seja bonzinho, seja real” fornece princípios e ferramentas para a alcançar a honestidade autorresponsável, não julgadora, clara e consciente. 

5- Inteligência Emocional (Daniel Goleman)

Este livro é considerado a “bíblia” da inteligência emocional, por ter revolucionado o conceito de inteligência, alterado práticas de educação e mudado o mundo corporativo.

Nesta obra aprendemos que existem ‘duas mentes’ (a racional e a emocional). Segundo Goleman, a consciência das emoções é fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo.

Utilizando exemplos marcantes, Goleman descreve as cinco habilidades-chave da inteligência emocional e mostra como elas determinam nosso êxito nos relacionamentos e no trabalho, e até nosso bem-estar físico.

Peça seu ebook gratuito sobre Inteligência Emocional no oi@houseoffeelings.com.br

Extra: Em busca de nós mesmos, Clóvis de Barro Filho e Pedro Calabrez

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