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Emoções no trabalho: como lidar com situações de estresse?

Você já ouviu a frase ‘Tá precisando desestressar’?

Infelizmente você não está só. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia e Controle do estresse realizada com 2.195 brasileiros, mais de 34% das pessoas dizem viver sob estresse extremo. Estes números revelam uma incidência muito maior se comparada aos números da mesma pesquisa realizada nos EUA, onde 20% dos respondentes relataram este nível de stress. A pesquisa ainda revela que apenas 2,86% dos entrevistados sabem lidar com seu stress de modo satisfatório. A maioria deles – 61,21% – disseram saber lidar apenas em parte com o stress.

Entre as consequências diretas dos altos níveis de estresse relatados na pesquisa está o aumento de doenças e transtornos: 52,28% dos entrevistados disseram já ter recebido o diagnóstico de estresse, mais de 55% sofrem ou já sofreram de ansiedade, 23,2% têm ou tiveram depressão e 10,3% têm ou tiveram pânico: todos com origem psicológica. Entre as doenças psicossomáticas mais relatadas estão gastrite (32,6%), asma ou doenças respiratórias (20,4%). 

No ambiente corporativo as consequências do estresse são responsáveis por aumentar os custos com assistência médica, os índices de rotatividade e absenteísmo (faltas ao trabalho ou afastamento do serviço), além de desencadear problemas relacionados à violência no local de trabalho, entre outros. Segundo dados do Ministério da Previdência Social Revista Exame, nos últimos dez anos, a concessão de auxílio-doença acidentário devido a tais males aumentou quase 20 vezes, afastamento essas pessoas de suas funções por uma média de 100 dias.

Com todos esses dados alarmantes, é urgente discutir como podemos contribuir para diminuir o estresse no trabalho e ainda como podemos lidar com situações de estresse para que não sejamos os próximos a entrar para esta triste estatística.

Passos para lidar com situações de stress

O autocontrole emocional é o primeiro passo para não se deixar dominar pelo estresse no trabalho. Este também é o passo mais difícil, pois exige um grande esforço para que você assuma a responsabilidade pela emoção que sente. Entenda que você não deve ignorar o que está sentindo, mas deve refletir sobre este sentimento.

Uma das formas de refletir sobre este sentimento é falando sobre ele. O que nos leva ao segundo passo: escolha alguém de confiança (como um psicólogo ou um amigo próximo) para desabafar. Se possível escolha alguém de fora da empresa, para não acabar influenciando-a no mesmo ambiente que você (principalmente se você ocupa uma posição de liderança). Ao falar com esta pessoa, você consegue explicar a situação de forma clara e sem se alterar? Se sim, parabéns, você está no caminho certo. Se não, precisa parar e exercitar um pouco mais o autocontrole.

O terceiro passo é tentar ser direto e falar especificamente sobre qual comportamento ou situação te causou o desconforto que te incomodou e os impactos negativos que essa situação gerou para você. Sim, é preciso ‘cutucar a ferida’. Se uma pessoa te falou algo que não te agradou, não seria melhor deixar isso claro para ela? Ela pode pedir desculpas e entender que passou dos limites, acabando com futuros incômodos que poderiam se repetir. Lembre-se: em casos extremos nos quais a pessoa se recusa a mudar de comportamento pode ser necessário falar com um superior.

O quarto passo é buscar a cooperação de outras pessoas a fim de promover mudanças ao seu redor e também em você. Peça para que seus colegas de trabalho te deem feedbacks específicos que te ajudem a ver as situações por um ângulo diferente. Busque alternativas para abordar aquelas pessoas com quem você não costuma ter um relacionamento muito bom no trabalho, tente quebrar esta barreira. Faça concessões para que outros façam concessões a você também. Comprometa-se com estas mudanças e agradeça o empenho de todos.

Veja um checklist útil para usar em momentos de estresse que tiramos do livro ‘No Hard Feelings: The Secret Power of Embracing Emotions at Work’ das autoras Liz Fosslien e Mollie West Duffy

# 1. Nunca tente decidir entre ‘sim’ ou ‘não’, ‘A ou B’. Assim as apostas ficam muito mais altas do que deveriam. Amplie seu leque de possibilidades. Ao invés de limitar suas opções em ‘Fique no emprego atual’ ou ‘Consiga um novo’ tente algo como ‘Fique no atual e peça uma promoção’

# 2. Liste tudo o que você está sentindo. Você está irritado? Receoso? Desejo de cafeína? Fala uma lista de sentimentos. Isso vai facilitar visualizar seu interior com mais clareza. Se preferir você pode usar o nosso Mapa da Felicidade.

# 3. Regule ou neutralize toda emoção irrelevante. Sabe aquela raiva sem sentido ou aquele rancor antigo que sempre atrapalha uma reaproximação? Esqueça, jogue fora. Isso faz muito mal a você e a todos ao seu redor. Geralmente este tipo de emoção não serve para muita coisa além de contribuir para aumentar os seus níveis de ansiedade.

# 4. Reflita qual é a relação entre suas emoções relevantes e suas escolhas específicas. Observe se um sentimento está ligado a uma única escolha. Você está mais animado quando se imagina escolhendo a opção A? Isso pode significar que seu coração é aquecido por esta opção. Por outro lado, se você tem medo de se arrepender de escolher a opção B isso pode ser um sinal do que você não se sente bem.

# 5. Pergunte o que, não porque. Compare “Por que você está com medo?” com “Do que você tem medo?” Você pode facilmente responder à primeira pergunta com uma atitude de autocomiseração, mas a segunda opção te força a abordar seus sentimentos. 

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